segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Goleiros são os verdadeiro Ídolos


Outro dia um grande colega, o jornalista Victor Chimenez, pediu para que eu escrevesse sobre os grandes ídolos da atualidade ou jogadores que se destacam nos principais times do Brasil. Na ocasião achei muito interessante, pois para quem antigamente vibrava com gols de Rivelino, Ademir da Guia, Serginho Chulapa, Neto, Evair, Reinaldo, Zico e a magia do rei Pelé, ter como grandes ídolos e vibrar com as defesas impressionantes de São Marcos pelo Palmeiras, a magia de Rogério Ceni, com as mãos e com os pés, a elasticidade do goleiro Felipe do Corinthians, a segurança do goleiro Victor do Grêmio é no mínimo diferente. Daí surge uma dúvida na cabeça dos torcedores, assim como surgiu na minha. Será que é uma tendência, os grandes ídolos agora são os goleiros?
Pois Bem, é indispensável e notório assumir que realmente os nomes dos goleiro citados são atualmente os grandes destaques dos times que atuam, cada um com a sua qualidade e deficiência. Hoje um palmeirense vibra mais com uma defesa de São Marcos do que um gol do artilheiro Alex Mineiro. No caso dos são-paulinos, os tricolores vibram tanto com as defesas quanto com os gols que o goleiro faz.
Sinal dessa paixão pelos arqueiros, são os meninos que brincam de bola na rua. Os corintianos querem ser o Felipe e dar saltos em busca de uma bela defesa. Eles não querem ser Herreira, Douglas ou Morais.
Até a última sexta-feira, eu estava convicto de que cada dia mais os torcedores estavam apaixonados pelos goleiros e que o sentimento passaria de geração para geração, mas um fato colocou a questão em dúvida.
Na mesma sexta-feira, fui levar o filho de uma colega para treinar e chegando lá, pintou a dúvida. Das 20 crianças que esperavam pelo treino, apenas uma se arriscava tomar as boladas no gol. Todos, exceto o goleiro, estavam anciosos para o início do coletivo dispostos a fazer 1, 2, 3,4 ou quem sabe, 10 gols no pobre arqueiro. Vi naquele treino apenas um seguidor da posição, o garoto tentava passes iguais aos de Rogério Ceni, se colocava bem debaixo das traves como Marcos e sem saber se era corintiano ou não, pulava em todas as bolas, assim como Felipe, e como o goleiro alvi-negro fazia defesas espetaculares.
Após o treino, fiquei pensando e cheguei a conclusão. A paixão pelos goleiros estão apenas no coração dos torcedores, pois são poucos os que arriscam ficar debaixo das traves. A molecada quer mesmo é fazer gol.

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